La Divina Commedia

 

di

 

DANTE ALIGHIERI

 

 

1265 - 1321

 

 


“ Sarebbe impossibile scrivere su Dante senza aiuto di autori che hanno dedicato la sua vita allo


studio  della sua opera e che, per questo, hanno il merito di questo piccolo lavoro.

 

Esso è dedicato alla memoria di Dante ed anche  alla nostra carissima L’ Aquila Romana.


Permetta il G.:A.:D.: U.: che lo spirito di Dante ispiri  e rinforzi la nostra Loggia nello studio della coltura italiana ed anche di tutti i popoli” . 

 

Riassunto storico a cura di

 

Aldo Struffaldi

 

Loggia basica :              Roma 425

Membro fondatore :    L’ Áquila Romana 3365

 

Marzo 07, 2002


 

A  Divina Comédia não é um livro para ser lido, mas sim para se viver; uma obra prima na qual um dos maiores gênios da cultura mundial procuoru plasmar os problemas morais, políticos e religiosos, não só do seu tempo, mas de todos os tempos.

Com razão a posteridade lhe deu o cognome de Divina, dado que é uma excursão escrita no estilo poético que será lido e interpretado como os grandes místicos espirituais.

 

Dante

 

Não possuimos uma certidão de nascimento de Dante, mas êle mesmo na Divina Comédia fornece os dados de sua biografia.Afirmando que estava “no meio do caminho de nossa vida” quando se encontrou na “selva oscura” permite remontar à sua data de nascimento: no Convívio diz que “ o sumo ponto do arco da vida” está nos trinta e cinco anos,  metade exata da existência humana, cuja duração, segundo as escrituras é de 70 anos; como o seu imaginário ultraterreno ocorre em 1300, ano do Jubileu, o seu nascimento remonta a trinta e cinco anos antes, isto é, em 1265. 

 

Na tarde de um impreciso dia de 1300, Dante – está em seus trinta e cinco anos, a idade em que tudo parece solicitar o homem medieval a um balanço existencial – acha-se em uma “ selva escura”, “ áspera” e difícil: está perto dela depois de ter se extraviado da via do bem, profundamente perturbado pela consciência do perigo mortal que o domina, procura uma via de saída.Para lá da selva, entrevê uma colina iluminada pelos raios do sol: é o lugar de salvação, e a êle se dirige cheio de esperança.

 

 

O poeta faz remontar a origem ao trisavô Cacciaguida, armado Cavaleiro pelo imperador Corrado II pelos seus méritos de combatente contra os sarracenos, e morto na Terra Santa na cruzada de 1148.Cacciaguida havia esposado uma mulher do “ vale de Pado”, provavelmente de Ferrara, de nome Alighiera (ou Aldighiera ou Aldegheira) do que derivou o sobrenome da familia, presente no filho Alighiero I (posto por Dante na primera moldura do Purgatório entre os soberbose, depois um Bellincione, político de parte guelfa, no filho dêle Alighieri II, pai de Dante. 

Mas, mais que a nobreza de sangue, à qual sempre contrapôs a nobreza de ânimo, Dante cria na hereditariedade dos valores dos antigos


Substancialmente Dante adquiriu a sua vastíssima cultura com um intenso estudo de autodidata.

Os princípios nos quis se inspira, derivam de uma intuição que lhe permite distinguir a filosofia da teologia, a razão da fé, o Estado da Igreja, mesmo numa visão unitária em que tudo se reune em Deus.

Na Vita Nuova, sua obra juvenil, Dante diz que encontrou pela primeira vez Beatriz com nove anos, em 1274, e que a reviu nove anos depois, em 1238.O repetir-se simbólico do número nove introduz a atmosfera de se suspense e mistério da narrativa, na qual sua Senhora vive como criatura espiritual que suscita admirável estupor.Hoje não se põe mais em dúvida a existência histórica desta sua mulher ideal; sabemos que foi filha de Folco Portinari, generoso cidadão de Florença, fundador do hospital de S.Maria Nuova, o mais importante centro hospitalar do tempo, e que casou com Simone de’ Bardi, o qual segundo Del Lungo, ocupou importantes cargos públicos ( foi várias vêzes prefeito e tribuno do povo). 

Voltando a Beatriz, este “ anjo jovem” , que morre com apenas vinte e quatro anos em oito de julho de 1290, na Vita Nuova se reveste de significados alegóricos e místicos que  a elevam conceitualmente além das “ Mulheres angelizadas” dos  estilonovistas, envolvendo Dante em um arremesso espiritual para a salvação e a perfeição que assinala a passagem a uma vida profundamente renovada.

A missão salvífica da Beatriz terrena anuncía àquilo da Beatriz teologal que, no além, se faz símbolo da ciência divina sem nunca faltar à sua feminilidade.: corre em socorro de Dante

A Vita Nuova é a narrativa em prosa do seu amor por Beatriz.


Cosmologia Dantesca

 

Como todos os contemporâneos ( e para esta parte a aceitação da cosmologia medieval revista pela teologia é completa), para Dante a terra se divide em dois hemisférios dos quis o meridional é inteiramente ocupado pelas águas do oceano, o setentrional, aquele que gira em torno ao Mediterrâneo, è feito de terras emersas e è habitado pelos homens.A terra nasce no momento em que Deus criou os anjos e os céus.Mas apenas criados alguns anjo se rebelaram, solicitados pela soberba: Deus os expulsa e seu chefe, Lúcifer, tornou-se o rei de um reino subvertido e negativo, o inferno.

A terra, então, segundo Dante, contém além do continente emerso e povoado, o inferno, subterrâneo, e o purgatório, a única ilha do oceano.Ao longo da mesma linha axial se dispõem :

a) Jerusalém, centro da terra emersa

b) Lùcifer, atravessado pela linha ideal no umbigo ( centro da terra).

c) O Purgatório, ou melhor, a árvore do bem e do mal que se põe ao centro do Paraiso terrestre que da ilha-montanha ocupa o cimo.

 

Fora da terra, no alto, no céu, Dante colocou o Paraiso, que se acessa passando por nove céus, ou estrelas ou planetas.O verdadeiro Paraiso é o Empireu, fora do espaço e os beatos que a própria visão beatífica da divindade se dispõem em torno a essa hierarquicamente quase a compor uma corte ideal.Os céus pertencem ainda ao mundo da matéria, ainda que sejam formados de quintessência.Só o Empireu è imaterial. E imaterial são também os anjos distribuidos hierarquicamente em nove coros.Aos anjos é confiada a missão de dirigir os nove céus e de comunicar através dos influxos as tendências ou caráteres que distinguem criatura de criatura e a guiam ao próprio destino.No além, dividido em três reinos, as almas continuam, no tempo ou na eternidade, a viver segundo as suas culpas (inferno), purificando-se dos elementos pertubadores de suas inclinações pecaminosas (purgatório), ou nas atuações de suas virtudes (paraiso). 

 

O Inferno

A noite se perde e Dante se encontra em uma selva (alegoricamente o pecado): lhe era junto inadivetidamente, como dominado por um sono (no qual se vê o entorpecimento da consciência), havendo extraviado a via direita. A  este ponto  desperta e vê com angustia e sofrimento o estado de pecado e de iminente ruína em que se acha; queria sair daí e chegar à colina mas é impedido por três feras: uma onça (a incontinência), um leão (a violencia) e uma loba ( a cobiça).

 

 

A colina, símbolo da salvação, lhe parece inatingível. O seu destino seria aquele do pecador eternamente escravo das três tendências pecaminosas fundamentais se não o socorresse o poeta latino Virgílio (símbolo da ciência humana ou da razão): Este o liberará das feras e o guiará através do Inferno e o Purgatório para confiá-lo `a guia de Beatriz ( a ciência divina ou teologia).A viagem que lhe solicita Virgílio é uma metáfora da viagem que a consciência desviada deve fazer ao interior de si mesma para reedificar a própria vontade de bem, para reconquistar a liberdade do pecado e o conhecimento de que o destino do homem é  

Supramundano. O Inferno, que é o primeiro dos mundos ultraterrenos a atravessar, um abismo subterrâneo, cuja abertura Dante vizinho a Jerusalém, centro geográfico e religioso do mundo emerso, tem a forma de um cone virado: se aprofunda até o centro da terra, onde está plantado em toda a sua espantosa corpulência Lúcifer.

 

Se a vida moral se determina positivamenteno bem e negativamente no mal, a atribuição de penas e prêmios deve responder a um critério de julgamento, a um código que pode ser penal para os culpados, os danados,premiador para aqueles que operaram segundo as leis queridas pela divindade ou pelas autoridades.  

 

No Inferno as culpas são atribuidas segundo as indicações aristotélicas que colocavam em pricípio como pecados ou a incontinência, ou a violência ou a fraude.

 

 

Purgatório

 

O critério sobre o que se funda o ordenamento moral do segundo reino ultramundano é explicado por Virgílio nos cantos XVII e XVIII do Purgatório. Ao centro de todas tendências que caracterizam os homens e que induzem à ação e que o homen deve aprender a selecionar para dirigir-se à positividade, se coloca o sentimento de amor: não um amor que se ponha coma uma força determinística a que sejamos constrangidos a obedecer, mas como um sentir de nossa livre escolha, como um momento da nossa liberdade.Todas as criaturas amame o amor é o elemento diafragmático entre o bem e o mal.Os homens não pecam porque amam ( ou melhor, devem e não podem não amar).O pecado nasce de um amor excessivo, incorreto, mal finalisado.Pode-se amar e errar o objeto do amor e depois se deseja o mal do próximo e se cometem pecados de soberba, de inveja, de ira; pode-se amar o verdadeiro bem que é Deus, mas com tepidez e se comete pecado de acídia;ou amam os bens terrenos mas em excesso, sem freio, e então se cometem pecados de avareza, de gula e de luxúria.A alma do Purgatório é perdoada por Deus: o seu pecado é esquecido, e sim deve antes lavar as impurezas da alma de que lhe foram a causa; onde a classificação das almas espiadoras é classificação não de atos mas de tendências pecaminosas, e Dante a faz sob o esquema cristão dos sete vícios capitais.Enquanto no Inferno o pecador, punido com  base em sua culpa mais grave, fica eternamente no lugar que que por ela lhe compete; no Purgatório cada alma espia sucessivamente todas as suas eventuais impurezas nos vários círculos a isso destinados: embora Dante praticamente regule as coisas de modo a encontrar-se os vários espíritos no círculo onde se espia a sua culpa mais característica.     

 

Paraiso

Terceiro e último dos reinos ultramundanos, o paraiso dantesco se coloca nos céus e mais extamente no Empireu, além dos nove céus do sistema ptolemáico, e mesmo porque nos céus se diz também “ celeste” para distinguí-lo do paraiso terrestre ou Eden: lugar este atribuido a Adão e Eva antes do pecado e segundo uma certa tradição às almas dos justos mortos sem pecado, lugar aquele reservado sede de Deus, e da corte celeste constituida das multidões dos anjos e de todos aqueles que, superada com a ajuda da graça divina, a prova do impacto com a terra gozm agora da visão beatífica da divindade, Sentados nas cadeiras circularmente de modo a dar a impressão de uma amplíssima rosa, cândida, porque todos está vestidos de branca estola, os beatos se dispõem em diversas filas, segundo uma hierarquia de méritos, como paladinos, guerreiros da fé, em torno ao seu imperador, ou como frades em um grande coro que sentados em cadeiras dispostas em várias alturas cantam os louvores do Senhor que a êles se mostra sobre o altar. A imagem dominante é aquela do círculo, que é a figura geométrica alusiva à perfeição,  ao ser completo. Àquela do círculo se acrescenta aquela vertical da escala a indicar sempre alegoricamente o tema ascensional que caracteriza as almas no seu progressivo  saciar-se de Deus, apoderar-se Dêle para exaltar-se.

 

O Esoterismo em Dante

Dante configurou a sua inspirada aventura – um irrompimento na consciência cósmico-supramental e supra-cósmica na sua monumental e arquitetada obra – por meio de figuras simbólicas e uma lingagem altamente poética.Para isto utilizou transmissões das tradições dos mistérios dos antigos. Especialmente, como atestam as novas pesquisas, do esoterismo da Ordem dos Cavaleiros do Templo, a cuja fraternidade Dante pertencia. Quem conhece a linguagem simbólica deste esoterismo compreende o multifacetado sentido da maior obra de Dante.Oculto, êle não devia falar abertamente, pois compunha na época da Inquisição.Na Academia de Florença, nas Lojas Humanistas e nos mistérios dos Rosacruzes, no início do novo tempo ( era de Aquário) surgiu um novo impulso de transformações espirituais.Como conhecedor da Gnose do Templo Dante estava na posição, sem sombra de dúvida, de conhecer a ininterrupta tradição dos mistérios, que, desde o egípcio Hermes Trimegistos, através de Pitágoras,Platão, o Néo-Platonismo, a Sufis da Pérsia, O Lirismo de Amor dos Trovadores, o toscano Fedeli d’ Amore e as poesias do Graal, chegaram até o seu tempo.  

 

 

No ano de 1109 Hugo de Payens e Gottfried von St Omer, com sete cavaleiros franceses cada um, fundaram uma associação; os quais ao lado de três frades devotos tinham o dever de lutar contra os infiéis, através de um voto especial, para dar proteção armada aos peregrinos contra os assaltos dos Sarracenos. O rei Balduino II de Jerusalém, mudou a nova Ordem para a praça do Templo, que recebeu desde então a denominação de Ordem dos Cavaleiros

 

 

do Templo. Em 1128, a Ordem recebeu as suas “ Regras da Ordem” por Bernhard di Clairvaux. Até 1146 o manto branco da Ordem recebia uma cruz vermelha.Assim as cores da Ordem ficaram Branco e Vermelho, que em Dante sâo as cores de Beatriz. O brasão do sêlo do Grão Mestre do Templo mostrava uma Cruz e uma Águia, recordando a associação entre Monacado e Cavalaria, Espiritual e Mundano, Poder Clerical e do Principado.Este símbolo aparece na Divina Comédia cerca de trinta vêzes.No museu de Viena, no Reno, há ainda hoje uma medalha coma efígie de Dante e as seguintes letras inscritas F  S  K  I  P  F  T     :  

significando Fidei Sanctae Kadosh Imperialis Principatus Frater Templarius, ou seja,   Fiel á Sagrada Fé, Príncipe Imperial, Irmão da Ordem do Templo (Renè Guénon “ L’ Esoterismo de Dante”).Desde 1139 a Ordem não ficava mais sob a jurisdição do Bispo, mas sim diretamente ligada à cadeira papal.Devido aos seus privilégios, desde então foram os Cavaleiros do Templo chamados de Senhores do Templo. A Elite societária dos Senhores do Templo, cuja nobreza precisava ser confirmada, correspondia à elite espiritual desta união templária mundial, a que Dante também havia pertencido.Os Senhores do Templo ganharam logo grande poder político e financeiro.A quantidade de casas da Ordem no início do século 13, montava a cerca 9.000.Na mesma época os seus rendimentos de um único ano foram avaliados em 57 milhões de Francos-ouro.Reis, nobres e grandes empreendedores utilizavam as fortes dependências do Templo para custódia de seu patrimônio.Assim os Senhores do Templo desenvolveram uma intensa atividade como banqueiros no Ocidente e no Oriente, o que conduziu a uma lamentável secularização da Ordem.As incomensuráveis riquezas dos Senhores do Templo excitou a cobiça do “ sem caráter Rei Filipo IV (O Belo), que primeiramente procurou usar a Ordem para os seus objetivos políticos.Não havendo conseguido, Filippo colocou contra a Ordem o papa Clemente V, o qual devia a sua indicação aos franceses.Este papa motivou um processo contra a Ordem com o escopo de instigar a Inquisição contra êle.Por sete anos os Templários foram perseguidos em toda a França e também em outros paises.O processo contra os Cavaleiros do Templo iniciou em Paris em 1307, quando Dante lá se encontrava.Em 1312, o último Grão Mestre Geral da Ordem, Jacques De Molay, naquele tempo em cárcere privado perpétuo, foi perdoado.No entanto, como êle abertamente reiterou a não culpabilidade da Ordem, foi 

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Bibliografia

 

(1) La Divina Commedia di DANTE ALIGHIERI a cura di Tommaso Di Salvo

(Nicola Zanichelli Editore/Bologna).

 

(2) DANTE Tutte le opere -  Introduzzione di Italo Borzi - Commenti a cura di Giovanni Fallani, Nicola Maggi e Silvio Zennaro

( Grandi Tascabili Economici Newton  / Roma).

 

(3) Dante´s Divina Commedia Als Zeugnis der Tempelritter-Esoterik – Arthur Schult

(Turm – Verlag Bietigheim / Wurtt.)

 

(4) Esposizioni sopra la Comedia – Giovanni Boccaccio – a cura di Giorgio Padoan

(Arnoldo Mondadore Editore)

 

(5) The Timetables of History by Bernard Grun, based upon Werner Stein´s Kulturfahrplan

 

(6) A Divina Comédia de Dante Alighieri – Tradução e notas de Eugenio Mauro

( Editora 34 / São Paulo).

 

(7) A Divina Comédia de Dante Alighieri –Tradução e notas de Cristiano Martins)

(Villa Rica Editora Reunidas Limitada / Belo Horizonte).

 

 

Opere di Dante

 

Divina Comedia

Vita Nuova

Rime

Convivio

De vulgari eloquentia

Monarchia

Egloghe

Epistole

Quaestio de aqua et de terra

 

 

em 18 de março de 1314, em Paris, “ queimado em fogo lento”.Depois da caida da Ordem dos Cavaleiros do Templo, o seu esoterismo passou aos cuidados da associação dos Rosacruzes e das Lojas Massônicas.Muitos Templários se retiraram no início do processo de perseguição através da evasão da França, entre os quais o Frade Templário Petrus Di Bologna, perito em  direito, que foi recebido por Robert Bruce, Príncipe Regente da Escócia.Sobre estes Templários foi erigida de volta a Massonaria dos escoceses.