RITO ADONHIRAMITA
Barão de Tschoudy, descendente de família
suíça, membro do Parlamento de Metz, cidade natal, onde residiu de 1756 a 1765.
Metz, era um dos principais centros de estudos e difusão do pensamento
maçônico.
Tschoudy, maçom entusiasta e possivelmente
o ritualista mais conceituado de seu tempo, cultivou admiração tanto no meio
maçônico quanto no profano. Foi considerado um verdadeiro cavalheiro, de
caráter expansivo, franco, leal e respeitado pela erudição e pelo talento que
se refletiam em suas obras.
Foi um dos mais combativos contra a
proliferação sem critérios, dos altos graus no então Rito Heredon, tronco do
qual surgiram todos os sistemas escoceses atualmente conhecidos, dentre eles os
Ritos: Adonhiramita, Escocês Antigo e Aceito e, Moderno ou Francês.
Descontente com as inovações
indevidamente introduzidas, passou a redigir novos rituais. em 1766 publicou
"L´ETOILE FLAMBOYANTE, OU LA SOCIÉTÉ DES FRANC-MAÇONS" (A ESTRELA
FLAMÍGERA, OU A SOCIEDADE DOS FRANCO-MAÇONS).
Nesta obra, Tschoudy praticamente propõe
a criação de uma nova Ordem de altos graus, a "Ordem da Estrela
Flamígera", composta de três graus, "Cavaleiro de Santo André",
"Cavaleiro da Palestina" e "Filósofo Desconhecido".
A
partir de então, passou a ter uma atividade frenética, quando iniciou a
compilação dos antigos rituais que foram reunidos na famosa "RECUEIL
PRÉCIEUS DE LA MAÇONNERIE ADONHIRAMITE".
Tschoudy, embora de origem católica, eliminou o caráter jacobino dos graus
escoceses por ele compilados.
Este caráter era fonte de severas
críticas e acusações de aliança dos Maçons Escoceses com os Stuart, em disputa
com os Hanover pela Coroa Britânica.
Mesmo após desentender-se com o Conselho
dos Cavaleiros do Oriente, Tschoudy, ao falecer, deixou uma obra literária
maçônica com a recomendação expressa de jamais publicá-la fora do círculo
maçônico.Esta obra era composta, além do Ritual do grau de Cavaleiro de Santo
André, a Compilação Preciosa da Maçonaria Adonhiramita e outros importantes
manuscritos.Apesar da proibição o Conselho publicou parte destes escritos.
A Compilação Preciosa, foi editada na França em 1787, dois volumes.
A
primeira relativa aos graus de Aprendiz, Companheiro, Mestre e Mestre Perfeito.
A segunda, trata dos graus de perfeição: Primeiro Eleito ou Eleito dos Nove;
Segundo Eleito Nomeado Eleito de Pérignan; Terceiro Eleito Nomeado Eleito dos
Quinze; Pequeno Arquiteto; Grande Arquiteto ou Companheiro Escocês; Mestre
Escocês; Cavaleiro da Espada nomeado Cavaleiro do Oriente ou da Águia;
Cavaleiro Rosa+Cruz e o Noaquita ou Cavaleiro Prussiano.
Em 1873 foi realizado o ordenamento da
Maçonaria Adonhiramita após a criação do MUI PODEROSO E SUBLIME GRANDE CAPÍTULO
DOS CAVALEIROS NOAQUITAS PARA O BRASIL e, embora não havendo registros
históricos, foi a partir desta época que a denominação tradicional de
"Antigo Rito dos Treze Graus".
Na
Europa, o Rito Adonhiramita foi praticado na França e em Portugal e grandemente
difundido nas colônias francesas, caracterizando-se como o preferido da armada
napoleônica. Contudo, foi paulatinamente abandonado, tanto em território
europeu quando nas colônias a partir da grande difusão que o Rito Francês
atingiu no início do século XIX, ficando a sua prática restrita ao Brasil, onde
se encontra a sua Oficina Chefe, Estabelecida pela Constituição durante a
Fundação do Grande Oriente de Brasil de 1839, com a criação do colégio dos
Ritos.
Em
1851 foi criado o colégio dos Ritos Azuis e, em 1873 o GRANDE CAPÍTULO DOS
CAVALEIROS NOAQUITAS PARA O BRASIL, através do Decreto nº 21, de 24 se abril de
1873.
Após
a separação da Maçonaria Brasileira, onde os graus simbólicos ficaram sob a
jurisdição do Grande Oriente do Brasil e os Altos Graus jurisdicionados às
respectivas Oficinas Chefes dos Ritos, a 02 de junho de 1973, o MUI PODEROSO E
SUBLIME GRANDE CAPÍTULO DOS CAVALEIROS NOAQUITAS PARA O BRASIL, decidiu pela
transformação do Rito para 33 graus, instituindo os Graus Kadosch.
A
partir desta data, o governo das Oficinas Litúrgicas do Rito Adonhiramita,
antes exercido pelo MUI PODEROSO E SUBLIME GRANDE CAPÍTULO, ficou afeto ao
EXCELSO CONSELHO DA MAÇONARIA ADONHIRAMITA.
O novo ordenamento, preservando todas
"as generalidades ritualísticas compiladas pelo Barão Tschoudy" foi
adotado com a aprovação do Projeto apresentado pela Comissão instituída pelo
MUI PODEROSO E SUBLIME GRANDE CAPÍTULO DOS CAVALEIROS NOAQUITAS PARA O BRASIL,
com o objetivo de aprofundar os estudos.
Assim sendo, todos os graus do antigo ordenamento foram
preservados em toda a sua essência, mantendo intactas até os dias atuais,
tradições ritualísticas e práticas iniciáticas muito antigas, algumas das
quais, datam do surgimento da própria maçonaria operativa, outras foram
adotadas no início do Século XVIII, à época do surgimento da Maçonaria
especulativa
HISTÓRIA DO RITO ADONHIRAMITA
É muito difícil saber a
autoria e o início do Rito Adonhiramita. O texto abaixo é fruto de pesquisas na
Internet, livros, artigos maçônicos,
bem como, a troca de informações com os Irmãos de outras Lojas, estados e países.
Entre as numerosas controvérsias que
resultaram desde meados e quase até o final do século XVIII pelo continente
Europeu, e especialmente na França, entre os estudantes de filosofia maçônica,
que com freqüência resultavam na invenção de novos graus e estabelecimento de
novos ritos, estava a que se referia à pessoa e descrição do arquiteto do
templo.
Quem era o arquiteto do templo de
Salomão? Foi contestada de diferentes maneiras por distintos teóricos e cada
contestação dava origem a um novo rito.
A teoria geral desde então é a mesma de
agora, isto é, que este arquiteto era Hiram Abif, o filho da viúva de Hur (um
homem que trabalhava com cobre), que havia sido enviado ao Rei Salomão por
Hiram, Rei de Tiro como um precioso presente, e ''era um curioso obreiro adivinho,
profeta''.
Esta teoria se apoia em textos de escrituras judias que podem dar
uma luz sobre a lenda maçônica. A teoria dos antigos maçons ingleses estava
enunciada como historicamente correta na primeira edição do Livro das Constituições,
publicado em 1723, e continua considerando, desde então, a opinião de todos os
maçons ingleses e americanos, e é até agora , a única teoria admitida por todos
os maçons dos países que conhecem a teoria sobre esta matéria. Esta, portanto,
é a fé ortodoxa da Maçonaria.
Só
que não foi o que ocorreu na Europa no século passado. A princípio, a
controvérsia surgiu, não relativa ao próprio nome, mas, sim, a sua devida
denominação. Todas as partes concordam que o arquiteto do templo foi Hiram
Abif, o filho da viúva, descrito no primeiro Livro de Reis ( VIl, 13-14), e no
segundo Livro de Crônicas ( 11, 13-14), o qual veio de Tiro com os obreiros do
templo que haviam sido enviados pelo Rei Hiram à Salomão.
Uns chamavam- no de Hiram Abif, e os
outros admitiam que seu nome original era Adonhiram, nome este suposto, pela
habilidade que havia demonstrado na construção do Templo, e se conferiu o afixo
memorável de Adon, significando Senhor ou Mestre, de cujos nomes originaram
Adonhiram ( Adon + Hiram ). Além disso, existiu no Templo um outro Adoniram (
nota-se que se tratavam de dois homônimos).
O primeiro
conhecimento que temos nas escrituras deste Adonhiram está no segundo Livro de
Samuel ( XX, 24 ), onde a forma abreviada de seu nome era Adoram, no caso, '' o
cobrador de impostos''.
Sete anos depois o encontramos exercendo o mesmo ofício na
casa de Salomão, como pode ser visto em Reis IV, 6, Adonhiram, “filho de Abda,
o cobrador''. E , por último, sabemos que ocupava o mesmo posto na casa do Rei
Rehoboam, filho e o sucessor de Salomão.
Quarenta e sete anos depois é mencionado
no Livro de Samuel ( 1 Reis XII, 18) que ele foi morto a pedradas, ao fazer a
demissão de seu cargo, pelo povo que estava indignado das opressões de seu rei.
Os estudiosos se viram embaraçados e não
tiveram dúvidas de que o cobrador de impostos no época de Davi, de Salomão e de
Rehoboam se tratava da mesma pessoal, pois não há razão para duvidar; também
como havia dito Kitto : “resulta muito inverossímil, não obstante o caso de que
duas pessoas de mesmo nome desempenhasse sucessivamente o mesmo cargo, e não
aparece exemplo algum em que o nome do pai se aplicasse a seu filho.
Vimos também que não transcorreram mais do que quarenta e sete
anos entre o primeiro e o último, Adoniram, que foi o cobrador, e sendo este,
também, um longo período de serviço, não é demasiado longo para uma vida, e a
pessoa que teve este cargo, a princípio no reinado de Rehoboam, havia
permanecido bastante tempo para se fazer odiar pelo povo e de tudo isto resulta
o mais provável, ou seja, que em ambos os casos tratava- se da mesma pessoa.
As
lendas e tradições da Maçonaria que relacionam este Adoniram com o Templo de
Jerusalém, se deduzem e se apoiam na única passagem do primeiro Livro de Reis (
V, 14 ), onde é cita-se que Salomão reuniu uma leva de 30.000 obreiros para
trabalhar no monte Líbano, sob o comando de Adoniram, a quem o chamavam de
superior.
Os
autores dos rituais franceses, que não tinham um bom conhecimento em hebreu,
confundiam, às vezes, importantes personagens de tal maneira que, em ocasiões ,
não percebiam a diferença entre Hiram, o Arquiteto, que havia sido enviado da
corte do Rei Tiro, e Adoniram, que sempre havia sido um empregado da corte do
Rei Salomão.
Este erro se estendeu ainda mais, e se fez mais fácil por ter sido
usado o prefixo Adon, ''Senhor'' ou ''Mestre'', virando então, Adonhiram (Senhor
Hiram).
Também
no ano de 1744, Luiz Travenol publicou em Paris, sob pseudônimo de Léonard
Gabanon, o documento conhecido mais antigo referindo-se ao mestre arquiteto do
Templo sob denominação de Adonhiram.
Tratava-se de '' CATÉCHISME DES FRANCS MAÇONS OU LE SECRET DES
FRANCS MAÇONS'' ( Catecismo dos Franco-Maçons ou Segredo dos Franco- Maçons),
precedé d'une abregé de l'histoire d'Adoram, etc., et d'une explication des
ceremonies Qui s'observent à Ia récéption des Maitres, etc..
Disse o autor nesta obra: ''Além dos
cedros do Líbano, Hiram deu um presente ainda mais valioso à Salomão, que foi
Adonhiram, de sua mesma raça, o filho de uma viúva da tribo de Neftali. Seu
pai, chamado Hur, era um excelente arquiteto e especialista em metais. Salomão,
sabedor de suas virtudes, de seu mérito e de seu talento, o honrou com um posto
mais elevado, confiando-lhe a construção do Templo e a administração dos trabalhadores''.
Pela
linguagem deste texto, e a referência no título do livro a Adoram, que sabemos
era o nome do cobrador de impostos de Salomão, é evidente que o autor do
catecismo confundiu Hiram Abif, que veio de Tiro, com Adoniram o filho de Abda,
que sempre viveu em Jerusalém; assim é que, com ignorância imperdóavel da
história da escrita e tradição maçônica , supuseram que eram a mesma pessoa.
Não obstante a este desatino, o catecismo
se fez popular entre os maçons daquela época, e é assim que surgiu o primeiro
erro referente a lenda do grau de Mestre.
Por
fim, outros ritualistas, vendo a inconsistência em referir as individualidades
de Hiram, o filho da viúva, e de Adoniram, o cobrador de impostos, e a
impossibilidade de reconciliar os fatos discordantes na vida de ambos,
resolveu-se cortar a ligação entre eles, retirando do primeiro qualquer posição
maçônica e dando somente ao último o cargo de arquiteto do Templo.
O
último era Adoniram, quem empreendia os trabalhos e havia sido colocado na
chefia e administração dos obreiros que preparavam os materiais no Monte
Líbano, e refere-se a Hiram, o filho da viúva, um artesão hábil, especialmente
em metais, pois ele sozinho havia feito os trabalhos para o Templo de acordo
com os desejos de Salomão.
Devido a esta influência de opiniões,
pretenderam os Adonhiramitas logo sua legitimação. Como consequência disso, um
dos mais proeminentes ritualistas , Louis Guillemain de St Victor, propôs assim
sua teoria: '' Todos estamos de acordo que o grau de Mestre esta fundado no
arquiteto do templo.
Bem como as escrituras afirmam como verdadeiro, conforme o quarto
versículo do capitulo V do Livro de Reis, sendo esta pessoa Adoniram. Josephus
e todos os escritores sagrados dizem a mesma coisa, e , indubtavelmente, se
distingue de Hiram de Tiro, o trabalhador de metais. É, pois, Adoniram a quem
devemos honrar.''
Em
meados do século XVIII, havia três escolas ritualísticas maçônicas, nas quais
seus membros estavam divididos com relação as opiniões sobre a identidade do
arquiteto do templo:
1 ) Os que supunham que fosse Hiram, filho da viúva, a quem o Rei de Tiro
enviou ao Rei Salomão, e quem se designa como Hiram Abif. Esta era uma escola
mais popular e original, a qual deve ter sido ortodoxa.
2 ) Os que acreditavam que este Hiram que veio de Tiro é o arquiteto, mas
supunham que, pela excelência de seu cárater, Salomão Ihe havia conferido o
titulo de Adon, “Senhor” ou ''Mestre'' por isso o chamavam de Adonhiram. Como
esta teoria foi por completo desaprovada tanto pela história das Escrituras
como pela tradição Maçônica antiga, a escola que os sustentava não chegou a ser
nunca popular e nem proeminente, e logo, deixou de existir.
3 ) Aqueles que tomaram a Hiram, o filho da viúva, como um subordinado e
insignificante, o esquecendo por completo em suas ritualísticas , e
considerando que Adoram, ou Adoniram, ou Adonhiram, o filho de Abda, o cobrador
de impostos e mestre dos obreiros de Salomão no Monte Líbano, como o verdadeiro
arquiteto do templo, ao que se refere a todos os acontecimentos legendários da
Maçonaria do Grau de Mestre.
Esta escola, como resultado da sua
ousadia, com a qual, difere da segunda escola, tinha quebrado todos os
compromissos com o partido ortodoxo, assumindo uma teoria totalmente
independente no absoluto, criando por algum tempo uma grande reflexão na
Maçonaria.
Muitos discípulos crentes em Hiram Abif
deixaram essa crença e adotaram a de Adoniram. Esses, por sua vez, estenderam
essa doutrina, praticaram-na até, quando então, converteram na em um rito único
que o chamaram de Maçonaria Adonhiramita.
Deve-se a Ragon a origem
da discussão de quem é a autoria da Compilação Preciosa, o qual atribui a esta
ao Barão de Tschoudy . Ragon fez constar de seu Ritual do Grau de Mestre,
publicado por volta de 1860, uma biografia maçônica ou lista das principais
obras em francês que tratavam da Franco-Maçonaria.
O
Barão de Tschoudy ou Cavaleiro de Lussy foi um verdadeiro ritualístico. Foi ele
que fundou a Ordem da Estrela Flamígera e fez parte do Soberano Conselho dos
Imperadores do Oriente e Ocidente, porém não existe evidências , com exceção de
Ragon que o considerou como fundador do Rito Adonhiramita.
Foi
Luis Guillemain de St Victor que publicou em Paris em 1781, uma obra intitulada
de “Recueil Préciex de La Maçonnerie Adonhiramite ( Compilação Preciosa da
Maçonaria Adonhiramita )., sendo que neste volume continha os primeiros quatros
graus e em 1785 , o mesmo publicaria o segundo volume contendo os demais graus
de perfeição. Os quais eram 12 no total :
1) Aprendiz, Aprendiz, Apprentice, Apprente;
2) Companheiro, Compañero, Fellow – Craft, Compagnon;
3) Mestre, Maestro Masón, Master Mason, Maitre;
4 ) Antigo Maçom ou Mestre Perfeito, Maestro Perfecto, Perfect Master, Maitre
Parfait;
5 ) Primeiro Eleito ou Eleito dos Nove, Electo de los Nueve, Elect of Nine, Elu
des Neuf;
6 ) Segundo Eleito ou Eleito de Pérignan, Electo de Perignan, Elect of
Perignan, Elu des Perignan;
7 ) Terceiro Eleito ou Eleito dos Quinze, Electo de los Quince, Elect of
Fifteen, Elu des Quinze;
8 ) Aprenfiz Escocês ou Pequeno Arquiteto, Arquitecto Menor, Minor Architect,
Petit Architecte;
9 ) Companheiro Escocês ou Grande Arquiteto, Gran Arquitecto, Scottish Fellow –
Craft or Grand Architect, Compagnon Ecossais ou Grand Architecte;
10) Mestre Escocês ou Grão Mestre Arquiteto, Maestro Escocés, Scottish Master,
Maitre Ecossais;
11) Cavaleiro do Oriente ou da Espada ou da Águia, Caballero del Oriente o de
la Espada o del Águila, Knight of the East or of the Sword or of the Eagle,
Chevalier de l’Orient ou de l’Epée ou de l’Aigle;
12) Cavaleiro Rosa Cruz, Caballero Rosa Cruz, Knight of Rose Croix, Chevalier
Rose Croix.
Tanto
Thory como Ragon estavam errados ao inserir o décimo terceiro grau que titulava
como o Noaquita ou Cavaleiro Prussiano. Houve um equivoco devido a que
Guillemain tinha inserido este grau no final do segundo volume como
simplesmente uma curiosidade maçônica, sua inclusão na Compilação Preciosa
possuía apenas o caráter histórico com a cerimônia de recepção do candidato, o
catecismo e a descrição de seus símbolos e o mesmo disse Ter sido apenas
traduzido do alemão por M. de Beraye. Esse grau não tem nenhuma relação com os
outros , e Guillemain declara que o Rosa Cruz seria o término do rito.
Apesar disso o “O Soberano Conselho dos
Imperadores do Oriente e Ocidente “ considerou como grau maçônico o décimo
terceiro, incluindo este também no antigo sistema de 25 graus do R.E.A.C. e
consequentemente levando o Rito Adonhiramita a ter treze graus.
Em 1873 foi realizado o ordenamento da
Maçonaria Adonhiramita após a criação do Mui Poderoso e Sublime Grande Cápitulo
dos Cavaleiros Noaquitas para o Brasil e, embora não havendo registros
históricos, foi a partir desta época que a denominação tradicional de “Antigo
rito dos Doze Graus” deixou de ser utilizada.
Na
Europa, o Rito Adonhiramita foi praticado na França e em Portugual e
grandemente difundido nas colônias francesas, caracterizando-se como o
preferido da armada napoleônica. Contudo, foi paulatinamente abandonado, tanto
em território europeu quanto nas colônias a partir da grande difusão que o Rito
Francês atingiu no início do século XIX, ficando a sua prática restrita ao
Brasil, onde se encontra a sua Oficina Chefe, estabelecida pela Constituição
durante a Fundação do Grande Oriente do Brasil de 1839, com a criação do
colégio dos Ritos.
Em
1851 foi criado o colégio dos Ritos Azuis e, em 1873 o Grande Capítulo dos
Cavaleiros Noaquitas para o Brasil, através do Decreto n.° 21, de 24 de abril
de 1873.
Após
a separação da Maçonaria Brasileira, onde os graus simbólicos ficaram sob a
jurisdição do Grande Oriente do Brasil e os Altos Graus jurisdicionados às
respectivas Oficinas Chefes dos Ritos, a 02 de junho de 1973, o Mui Poderoso e
Sublime Grande Cápitulo dos Cavaleiros Noaquitas para o Brasil, decidiu pela
transformação do Rito para 33 graus, instituindo os Graus Kadosch.
A
partir desta data, o governo das Oficinas Litúrgicas do rito Adonhiramita,
antes exercido pelo Mui Poderoso e Sublime Grande Capítulo, ficou afeto ao
Excelso Conselho da Maçonaria Adonhiramita.
Graus adotados a partir de 1973:
1 ) Aprendiz;
2 ) Companheiro;
3 ) Mestre;
4 ) Mestre Secreto;
5 ) Antigo Maçom ou Mestre Perfeito;
6 ) Preboste e Juiz
7 ) Primeiro Eleito ou Eleito dos Nove;
8 ) Segundo Eleito ou Eleito de Pérignan;
9 ) Terceiro Eleito ou Eleito dos Quinze;
10) Aprendiz Escocês ou Pequeno Arquiteto;
11) Companheiro Escocês ou Grande Arquiteto;
12) Mestre Escocês ou Grão Mestre Arquiteto;
13) Cavaleiro do Real Arco;
14) Grande Eleito ou Perfeito Sublime Maçom;
15) Cavaleiro do Oriente, ou da Espada, ou da Águia;
16) Príncipe de Jerusalém;
17) Cavaleiro do Oriente e do Ocidente;
18) Cavaleiro Rosa Cruz;
19) Grande Pontífice ou Sublime Escocês;
20) Venerável Mestre das Lojas Regulares ou Mestre “Ad Vitam”;
21) Cavaleiro Noaquita ou Cavaleiro Prussiano;
22) Cavaleiro do real Machado ou Príncipe do Líbano;
23) Chefe do Tabernáculo;
24) Príncipe do Tabernáculo;
25) Cavaleiro da Serpente de bronze;
26) Príncipe da Mercê ou Escocês Trinitário;
27) Grande Comendador do templo;
28) Cavaleiro do Sol ou Príncipe Adepto;
29) Cavaleiro de santo André;
30) Cavaleiro Kadosch;
31) Sublime Iniciado e Grande Preceptor;
32) Prelado Congregador e Ouvidor Geral;
33) Patriarca Inspetor Geral